domingo, 14 de agosto de 2011

Egito - parte 1


Egito

Em época de cheia, o Rio Nilo deixava a terra fértil com suas águas e com o húmus que carregava nelas (húmus é um fertilizante natural). O Rio Nilo também era um importante meio de comunicação, havia vários canais de navegação ao longo de seu leito.
Pessoas miravam perto do rio pois eram agricultores e cuidavam de animais.
Observando os astros e fazendo o registro das inundações ano após ano, os egípcios conseguiram criar um calendário solar, que lhes permitia prever as cheias do Nilo, e assim, planejar as épocas mais adequadas para o plantio e para a colheita.
Os egípcios tinham vários conhecimentos de matemática e engenharia que os ajudavam em muitas coisas.

No final do período Neolítico, as pessoas que viviam na região do atual Egito estavam agrupadas en várias comunidades agropastoris independentes chamadas nomos. Estes eram governados por chefes políticos hereditários chamados nomarcas.
Por volta de 3500 a.C., os nomos foram organizados formando dois reinos: o Alto Egito e o Baixo Egito. Este período é conhecido como pré-dinástico.
Entre 3200 a.C. e 3100 a.C, os dois reinos foram unificados e o chefe do reino do sul (Alto Egito), Menés, assumiu o título de faraó.


No topo da pirâmide social ficavam o faraó e a família real. Abaixo, estavam os sacerdotes, os altos funcionários do reino, os nomarcas, os guerreiros e os escribas, os artesãos, os camponeses e os escravos.
O faraó decidia questões de Justiça, fiscalizava obras públicas, exercia funções religiosas e comandava o exército. Ele era responsável por tudo que acontecia no Egito.
Os sacerdotes eram responsáveis pelos templos, pelos cultos e pelas festas religiosas. Sabiam ler e escrever e controlavam boa parte das riquezas do reino.
Dentre os altos funcionários, o mais importante era o vizir, responsável pela administração do império. Ele controlava a arrecadação de impostos, chefiava a polícia, fiscalizava as construções e as obras públicas, além de presidir o mais alto tribunal de Justiça e ser o comandante-em-chefe das tropas.
Os nomarcas eram os administradores das províncias ou nomos. Assumiam funções importantes, como as de juiz e chefe político e militar, mas estavam subordinados ao poder do faraó.
Os guerreiros defendiam o reino e auxiliavam na manutenção da paz. Eram respeitados pelo faraó e pela sociedade. Tinham direito a vários benefícios, o que lhes garantia prestígio e riquezas.
         Os escribas eram funcionários do reino e podiam prestar serviços ao faraó, ao exército ou aos templos. Eles cobravam os impostos, organizavam as leis, determinavam o valor das terras, eram responsáveis pelo censo.
As exigências para ser escriba eram saber ler, escrever e calcular, o que não era fácil, pois a escrita egípcia era muito complexa. Eram matriculados aos 5 anos e passavam o dia inteiro copiando textos. Também aprendiam história, matemática, geografia e recebiam noções de administração.

A maioria da população era composta de artesãos, camponeses e escravos, que faziam parte do grupo social com menos prestígio.
Os artesãos trabalhavam nas cidades, nos palácios e nos templos. Prestavam serviços ao faraó, aos sacerdotes e aos altos funcionários, que eram os consumidores dos artigos de luxo que eles confeccionavam, como joias, tecidos finos e adormos pessoais. Os artesãos também faziam objetos de uso doméstico, utilizados por toda a população. Recebiam alimentos e matérias-primas em troca de seu trabalho.
Os camponeses eram trabalhadores independentes que prestavam serviços nas propriedades agrícolas em troca de pequena parte da colheita. Cuidavam dos animais, aravam a terra, plantavam, carregavam água por grandes distâncias para a irrigação do solo, colhiam cereais, consertavam diques e limpavam os canais de distribuição de água.
        Os escravos, em geral, eram estrangeiros aprisionados durante as guerras ou pessoas trazidas de outras regiões para serem vendidas no mercado. Desempenhavam funções perigosas, como o trabalho nas minas de cobre e ouro.
     Antigamente não havia moedas, então eles trocavam mercadorias (a troca de mercadorias chama-se escambo) .
       À medida que as trocas de produtos artesanais por materias-primas e alimentos foram se tornando mais frequentes, uma nova categoria começou a se destacar na pirâmide social do Egito Antigo: a dos comerciantes, que passaram a acumular riqueza e poder.

Escrita egípcia

Os egípcios criaram uma das escritas mais antigas de que se tem notícia, baseada no uso de hieroglifos. Já foram encontrados documentos escritos em hieroglifos com mais de 5000 anos!
Além da escrita hieroglífica, os egípcios desenvolveram dois outros tipos de escrita: a hierática e a demótica.

1. Escrita hierática: Variante mais simplificada da escrita hieroglífica. Era empregada em textos administrativos, literários e religiosos.

2. Escrita demótica: Surgiu no século VII a.C., portanto bem depois das escritas hierogífica e hierática, e aos poucos substituiu esta última, exceto nos documentos religiosos.

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